Açores viticultura

DOC Biscoitos, Graciosa e Pico, Vinho Regional Açores
Sexta, 19 Maio 2017 | Economía

Açoitado pelo clima Médio Atlântico, localizado à mesma latitude de Lisboa, este pequeno arquipélago tem uma espetacular variedade de cenários. Desde lagos e de uma zona rural verdejante e exuberante, às grutas dos picos vulcânicos, vapores sulfurosos e fluxos de lava. As vinhas históricas das ilhas consideram-se tão especiais que uma área de vinhas na ilha do Pico foi declarada Património Mundial pela UNESCO. O que torna estas vinhas tão especiais? A maioria das vinhas nos Açores cresce nos “currais”, um pequeno muro de pedra que as cerca, feito de rocha vulcânica preta. As vinhas são plantadas em covas e fendas nos fluxos de lava e os muros protegem as vinhas dos ventos atlânticos e da maresia. As vinhas do Pico são um exemplo particularmente fantástico.
As vinhas têm sido plantadas desta forma desde o início do século XVI, quando as ilhas eram um porto de escala para descobridores a caminho do Novo Mundo. No século XVIII, os vinhos fortificados e doces dos Açores tornaram-se famosos e premiados.
Contudo, as doenças da vinha no século XIX causaram o abandono de muitas vinhas ou a replantação com vinhas híbridas. Só nos anos 80 e 90 do século XX é que o Verdelho, e, outras castas clássicas começaram a ser replantadas em grande escala. Atualmente, três ilhas produzem vinho. Grande parte da ilha da Graciosa tem o estatuto DOC em virtude do seu estilo mais leve dos vinhos brancos, vinificados na cooperativa local. Existem mais duas regiões DOC para vinhos fortificados; nalgumas áreas costeiras da ilha do Pico e na região dos Biscoitos, uma pequena área no norte da ilha Terceira. Uma quantidade do vinho IGP Açores de boa qualidade não fortificado é produzida tanto no Pico como na Terceira, por alguns produtores privados de pequena escala e no Pico pela cooperativa. A maioria dos vinhos é branca e, graças ao nevoeiro e ao clima temperado, são frescos no estilo. O vinho de cheiro, produzido por castas híbridas, é bebido pelos habitantes locais e pelos antigos residentes nostálgicos da América do Norte.

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